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  • Foto do escritorRafaela Pandolphi

Uma reflexão no Dia Internacional da Dança


Comemorando hoje e sempre a arte da sensibilidade, do movimento, da musicalidade, da expressão em sua forma mais intensa. Mesmo em tempos onde nossos corpos estão limitados, nossa alma dançante comemora e aguarda ansiosa pelo momento de voltarmos!

Em 2020, completo 14 anos vivendo essa arte, que sempre me refiro como uma das mais complexas e abrangentes. Nesse momento, onde falta de tempo não é mais um argumento forte para deixarmos de fazer coisas que nos preenchem e nos fazem bem, decidi sair um pouco das plataformas virtuais mais usuais e me expressar por aqui contando um pouco sobre o lugar que a dança ocupa em minha vida.

Em um ano tão atípico como esse, as reflexões surgem ainda mais latentes.


Durante a minha infância fui apresentada à diversas modalidades da dança, atividades esportivas, instrumentos musicais e com certeza, todos esses estímulos contribuíram muito para a formação do indivíduo que sou. O que meus pais jamais poderiam imaginar é que uma dessas experiências pudessem se tornar uma escolha de vida.

E posso dizer que eu mesma não imaginava que a dança me levaria até o lugar onde estou!

Alguns dizem escolher a dança, outros que a dança escolhe você…

Não sei qual das hipóteses aconteceu comigo, mas o que posso dizer é que não me imagino levando outra vida!

Não, nem tudo foram flores, aliás quantos espinhos precisei enfrentar até aqui.

Mas também posso dizer que a dança me devolveu cada segundo de dedicação, cada gotinha de suor e todo o tempo da minha infância e adolescência que entreguei ao Ballet.

Ainda me deparo com perguntas do tipo:


  • Você faz Ballet, mas o que pretende fazer “de verdade”? Que faculdade pretende cursar?


Bom, “de verdade” é como eu levo os meus dias. Coloco toda verdade possível em minha rotina, nos meus treinos, nas coisas que abro mão e com os dois braços agarro tudo aquilo que o ballet me propõe. Um dos maiores aprendizados que adquiri com a vida de bailarina é ter a certeza que só os meus braços poderão derrubar os grandes obstáculos que a vida me propuser mas que também são eles que receberão os abraços em momentos onde o meu êxito aparecer.

Não sei diferenciar a Rafaela da “Rafaela Bailarina”, por que a dança não é o que faço e sim o que sou. A ela devo meus sonhos realizados, os melhores momentos vividos até aqui.

Sim, deixei de viver uma infância dita “normal” e a minha adolescência talvez não seja nos moldes mais comuns. Não tenho as mesmas vivências que a maioria das meninas e meninos da minha idade. Mas talvez tenha vivido coisas tão grandiosas e tão especiais que fazem com que os meus poucos 17 anos sejam cheios de histórias pra contar.

Confesso que pensei muitas vezes se deveria ou não deixar o meu blog nascer, mas ainda que um pouco envergonhada e tentando deixar de lado a minha timidez para escrever, decidi me permitir! Já começo me desculpando, pois há três anos o inglês é o meu idioma cotidiano, então haverão falhas e muitos erros gramaticais por aqui, por favor relevem!

Aqui pretendo centralizar todas as minhas dicas, meus estudos, com a intenção de informar e quem sabe ajudar a algumas pessoas que por um momento se questionaram ou ainda se questionam sobre seus sonhos e sobre o grande poder do “querer”.

E escolhi o dia de hoje, Dia Internacional da Dança pra dividir esse textinho com vocês e então iniciar esse pequeno projeto.

Espero poder ter vocês por aqui pois será um grande prazer buscar mais e mais informação para ser compartilhada!



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